Avançar para o conteúdo principal

Um pequeno-almoço reforçado para dias mais descansados


Até parece contraditório mas o reforço vem da disponibilidade de tempo para quem está de férias. Se não estiver aproveite para se mimar durante o fim-de-semana, ou então por mãos à obra e começar o dia da melhor forma.

Não demora assim tanto a fazer, mas sabe bem comer com calma!

Vamos então saber o que temos para esta segunda-feira.

Se acompanharam o instagram e o facebook, viram que no sábado decorreu o Workshop Bio na Quinta Vale Verde. Mas sobre isso farei um post mais completo e detalhado. Foi muito bom e inspirador. 

Estar em contacto com a terra e ver os vegetais a crescer fez-me perceber (ainda mais) o porquê desta minha paixão pela comida. 

Tive a sorte de trazer comigo alguns ingredientes de produção biológica da Quinta Vale Verde, neste caso, a rúcula, o tomilho e a curgete. Trouxe outras coisas deliciosas mas para esta receita fui o que usei.

Vamos então cozinhar.

Não tenho nome para este prato mas poderei dizer que foi uma omelete de curgete, malagueta e tomilho, com salada de rúcula e pão de batata.

Para uma dose vão precisar de:
- meia curgete partida aos bocadinhos
- uma colher de sobremesa de flocos de malagueta (opcional e a gosto)
- um ramo de tomilho fresco
- dois ovos
- Uma mão cheia de rúcula
- Uma fatia de pão
- sal e azeite q.b.
- vinagre q.b

Como fiz:

Comecei por saltear a curgete numa frigideira com um fio de azeite. 

Entretanto, numa taça, bati dois ovos com uma pitada de sal.

Quando a curgete ficou molinha, demora pouco, acrescentei a malagueta e as folhas do tomilho.

Mexi bem e acrescentei os ovos batidos.

Aqui optei por uma omelete mal feita ou seja, fui abrindo para que o ovo fosse cozinhando de forma pouco cuidada.

Se preferirem usem uma tampa ou então quem tiver muito jeito faz uma omelete direitinha.
Servi com uma fatia de pão torrado e com a rúcula temperada com azeite e vinagre balsâmico.
Soube-me tao bem que nem imaginam!

Acho que pode ser uma boa sugestão para um brunch ou para naqueles dias em que vamos para a praia e um pequeno-almoço ligeiro pode dar fome logo depois.
Espero que gostem da sugestão!
Boa semana,
Mafalda

Produtos Vale Verde:

- Curgete
- Tomilho
- Rúcula

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Bodião no forno e a empreitada para deixar de comer peixe

O bodião é um peixe que se encontra facilmente na Madeira pois o seu habitat preferencial é  junto á costa em toda a orla rochosa, em locais com muitas algas e também dentro dos portos. A sua cor varia entre o vermelho e o castanho sendo que identifica se é fêmea ou macho, respetivamente. A sua carne é muito branca e densa e é dos peixes que mais gosto. Tem um sabor muito próprio que me leva à minha herança gastronómica. Em qualquer restaurante de peixe há bodião. Normalmente é feito grelhado ou então em filetes fritos. A minha opção de fazer no forno foi por ser mais rápido e também por gostar muito de peixe assado. E vá… porque queria testar esta receita :D Pré-aquecer o forno a 200º. Comecei por fazer o tempero do peixe: Numa trituradora juntei: -6 tomates secos - 2 dentes de alho - 1 pitada de sal - uma mão cheia de mistura de especiarias - duas mãos cheias de manjericão fresco - azeite e vinagre Tudo triturado até ficar uma pasta. Coloquei os peixes num...

Porque é que risquei o fiambre da minha lista de compras?

Muitos de vocês já devem saber a resposta a esta pergunta mas hoje vou falar um bocadinho deste assunto. Não esperem de mim grandes fundamentalismos ou mesmo reprovação a comportamentos. Vou dar a minha opinião esclarecida sobre o assunto com uma dica ou sugestão de alternativa alimentar a este produto. Vamos então ver como é composto o fiambre. E vou dar um exemplo dum dito fiambre “bom”, o de perú: Lista de ingredientes: Peito de peru (53 %), água, sal, amido, estabilizador (E420), dextrose, lactose, proteínas do leite, emulsionantes (E451, E450), aromas, açúcar, gelificantes (E407, E415, E412), intensificador de sabor (E621), antioxidante (E316), cloreto de potássio, aroma de fumo, conservante (E250). Cobertura decorativa: água, gelatina de suíno, corante (E150). Pode conter vestígios de: soja. Informação retirada do produtor: Ver outras informações . Assim sendo: temos duas vezes no mesmo alimentos adição de dois açúcares (Dextrose + Sacarose), Sal e com os seguintes ...

Maçaroca: um ícone da ceia de São João!

Tal como a sardinha está para o Santo António, a maçaroca está para o São João. Aqui na Madeira come-se atum salpresado com feijão, pimpinelas (chuchu), batatas e, claro, a maçaroca. Tirando o atum, que é cozido à parte – e a maçaroca também devia ser (e depois vão perceber porquê) –, todos os outros ingredientes são cozinhados com casca e servidos assim mesmo. A ceia é comida na véspera do dia 24, logo, amanhã é dia de festejar o São João. Este ano será na casa dos meus pais! Mas quero-vos falar da maçaroca ou milho doce ou milho amarelo. Aqui na ilha é mais tradicional a maçaroca branca ou o milho branco, mas vou ser sincera, não gosto tanto: é mais seco e tem menos sabor (na minha opinião). Nesta altura do ano a maçaroca está no ponto e nem imaginam como é fácil cozinhá-la! Vamos por partes: Quando compramos a maçaroca é importante ver se os grãos estão amarelos e viçosos. Ao abrir um pouco as folhas consegue-se perceber se estão boas.  Não comprem se os grãos esti...