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Pudim de semilha


Este regionalismo muito característico de antigamente não é nada mais nada menos do que puré de batata. Ouvia este termo da boca da minha avó e sempre que havia pudim de semilha era alegria garantida. Pois meus queridos, hoje não vem receita de sobremesa 😉


Existem várias recitas e várias formas de fazer o puré de batata, umas mais calóricas que outras, mais cremosas, mais grumosas, aqui o segredo é agradar a quem vai comer.

O meu não leva natas nem manteiga de vaca, mas antes de vos dizer como o fiz vou explicar porque é que o fiz.

Esta semana a minha casa foi brindada com viroses, nada de muito grave, mas daquelas que metem vómitos e febre. Nestes casos a vontade de comer é mínima e eu não costumo insistir com comida. Apenas água, muito mimo e banhos tépidos.

Contudo, uma vez tive uma gastroenterite daquelas que chegam a dentro de tal forma que fui ao médico. Quem me consultou foi o Dr. Ian que não me lembro do sobrenome e que infelizmente já não está entre nós. Este disse-me o seguinte:

- Nos primeiros dois dias não coma nada porque quando fizer a digestão o vírus vai andar às voltas no estômago e vai se sentir pior;
- no terceiro e no quarto dia coma puré de batata.

Estava mal como tudo por isso levei à risca as suas indicações e a verdade é que tenho feito o puré de batata para o rescaldo das viroses e resulta muito bem. Tem hidratos, é fácil de engolir e de digerir. Um remédio realmente eficaz!

Voltemos então ao meu pudim de semilha.

Usei:

1kg de batata (semilha)
- 1 dente de alho
- 1 colher de sobremesa de manteiga de cajú (podem substituir por outra)
- sal
- leite q.b
- salsa q.b

Podia ter feito tudo na bimby mas como havia doentinhos a dormir não quis fazer muito barulho. A bimby não é um trator, mas a minha cozinha é aberta e o Vasco estava na sala a dormir.
 
Adiante...

Cozi as batatas em água e sal já com o dente de alho. Isto faz com que tempere e que não fique com um sabor agressivo.


Deve ter demorado uns 20 minutos até a batata ficar bem cozinhada.

Escorri a água, mas podem guardar um pouco caso não queiram usar o leite.


Coloquei as batatas na bimby com a manteiga de cajú, a salsa e o leite. Triturei tudo até ficar uma papa. Provem sempre para depois retificar os temperos.

A quantidade de leite ou liquido que devem utilizar vai depender da consistência que desejarem para o vosso puré. O que digo sempre mas não custa repetir é que mais vale adicionar um pouco e depois ir aumentando.

Eu queria uma consistência tipo papa, daí ter usado cerca de 400 ml de leite. Com esta quantidade ficou mesmo ralinho.

Penso que para um puré de consistência regular 150 ml seriam suficientes. Volto a repetir, fica ao vosso critério.

Só vos digo que os olhinhos dele até brilhavam. Não comeu mais nada nem eu insisti. O puré aguentou-se no estômago e ficamos todos contentes.

Fica aqui esta sugestão que é muito fácil e deliciosa. Não serve só de “remédio” é também um acompanhamento que não deixa ficar mal quem o fez!

Espero que gostem e que experimentem.
Ah! O Vasco já está melhor.
Beijos,
Mafalda

Nota: As semilhas e a salsa são biológicas e comprei na Miranda e Trindade.

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