Avançar para o conteúdo principal

O que é regional é bom! O que é familiar ainda melhor!



A minha natureza curiosa e sempre atenta a produtos de qualidade fez-me chegar ao stand 46 do Mercado dos Lavradores. Sendo o mais sincera possível eu já conhecia o Roberto Câmara, proprietário da Ervanária e Produtos Biológicos, mas de outras “vidas”. Fomos colegas na função pública mas depois ele seguiu outro caminho. Soube que estava a trabalhar no Mercado. Passei por lá uma vez, vi as ervas que tinha e na altura e fiquei com muito boa impressão dos produtos que ali encontrei.

Mas o tempo passa que nem damos conta. Entre uma visita e a que fiz e no passado sábado devem ter passado uns 6 anos. Na minha "voltinha" ao mercado resolvi fazer-lhe uma visita que já estava programada, há muito tempo. Se já tinha ficado bem impressionada anos atrás, desta vez foi ainda melhor.

Não só aumentou o seu espaço como aumentou a oferta de produtos. É de perder a cabeça e a única coisa que vos posso aconselhar é que passem por lá, façam-lhe uma visita e deliciem-se com a variedade de artigos que irão encontrar.

Para além disso o Roberto (que já vos vou apresentar melhor) explica pormenorizadamente os produtos que pretendemos adquirir e isso faz toda a diferença. Se vos posso deixar uma sugestão é esta:

amanhã é sábado, dia de ir ao mercado!

Vou então falar-vos um bocadinho da

Roberto José Andrade Câmara
Ervanária e Produtos Biológicos


Roberto José Andrade Câmara dedica-se à comercialização e preparação de plantas
aromáticas e medicinais, a arte de secar, preparar e embalar as plantas foi herdada da sua família que já desenvolve a sua atividade na área à mais de 50 anos e estabeleceu-se desde o inicio no mercado dos lavradores.

 Inicialmente o negócio centrava-se na comercialização de ervas no domínio da etnofarmacologia madeirense, mas, com a emergente popularidade da componente aromática na gastronomia global e com o declínio da atração do mercado dos lavradores para os consumidores regionais, o negócio tem prosperado mais nesta última componente aromática.

Atualmente tem duas linhas distintas de produtos. As ervas para infusões aromáticas
que tem sido a sua trademark ao longo dos anos e que se orgulham de apresentar ao
cliente uma variedade muito de extensa de ervas regionais. Tem ainda as especiarias
que complementam a componente aromática na cozinha. Para completar estas ofertas, oferecem aos clientes a possibilidade de adquirir misturas (de ervas ou especiarias) preparadas por si que vão de encontro à dieta e tradição regional.

A gestão do negócio bem como a produção restringe-se a um domínio familiar que conta com know-how e expertise de 3 gerações e várias décadas na indústria alimentar e da medicina alternativa, e isto confere-lhes uma visão bastante abrangente das constantes mutações de mercado e uma mais valia na contratação de novos fornecedores (regionais ou estrangeiros) quando a incrementos na procura de determinados artigos/produtos, e assim assegurar a estabilidade e continuidade do seu negócio.

Comercializam produtos regionais de qualidade e completamos a componente aromática com uma oferta muito ampla em especiarias oriundas de várias partes do mundo. O mercado tem beneficiado do fenómeno da globalização na dieta alimentar e atualmente a nossa oferta está virada para a componente aromática.

Espero que tenham ficado curiosos. Fiquem também a saber que terei produtos do Roberto no meu Workshop de Cozinha: Queijo: a Estrela da Festa, que decorrerá no dia 1 de dezembro, às 11h30 no Museu da Casa da Luz.

http://www.mafabulouscook.pt/2018/11/workshop-de-natal-queijo-estrela-da.html

Gosto tanto de partilhar convosco coisas boas.
Ah já me esquecia! O Stand 46 é ao cimo da escadaria do lado esquerdo se estiverem e frente para a lota.
Bom-fim-de-semana.

Mafalda

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Vou vender o “meu” pólinho

Sendo uma pessoa que se liberta bem daquilo que não precisa, existem duas coisas que me fazem confusão mudar: a casa e o carro. Talvez por serem bens mais caros e de certa forma mais permanentes e que por isso mesmo estão associados a memórias, vivências e experiências.

Este Volkswagen Polo 1.2 como a marca o chama é o “meu pólinho” do qual pretendo me separar. Como toda a separação sei que é para melhor mas tem o seu momento de luto.

Ora vejamos, este é o meu segundo carro. O primeiro foi um Smart for Two que tive de vender porque engravidei do Vasco e precisava de mais espaço. Como podem ver sou uma mulher de relações duradoras.

Não foi amor à primeira vista porque estava muito apegada ao Smart e custou-me deixá-lo ir. Todavia aos poucos deixo-o entrar na minha vida e aproveitei todas as vantagens que este carro me trouxe. É um carro fácil de conduzir, de estacionar e muito económico (é a gasolina 95). Sairá das minhas mãos muito estimado e tratado com muito carinho.

Assim sendo, está c…

A minha Mãe faz anos mas não gosta que se diga

Então não vou dizer!

A minha mãe, que toda gente sempre julgou ser minha irmã ou minha amiga, faz anos hoje. Tenho a sorte de ser filha de uma mãe jovem; com isso hei-de usufruir da sua companhia por muitos e muitos anos.

Entra hoje numa década que, não há muito tempo, dar-lhe-ia o ‘estatuto’ de velhinha, sentenciada ao facto de que a vida já tinha lhe dado o que tinha que dar. Nada mais errado: é uma mulher ativa, viajada, uma craque nas futeboladas com os netos e, acima de tudo, capaz de pôr tudo a mexer sem que dêmos conta.

Tem um jeito natural para as artes e é a pessoa mais arrumada e organizada que conheço.

Era a grande organizadora das minhas festas de aniversário. Todos os anos se esmerava em me dar e fazer coisas bonitas.

A minha mãe era a minha aliada na adolescência, pondo muitas vezes à sua responsabilidade as minhas saídas mais tardias.

Ficou feliz e preocupada nos meus partos e acredito que tenha sofrido horrores até alguém lhe dizer que estava tudo bem.

Já rimos, já ch…

Douradinhos de fazer inveja ao Capitão Iglo

Antes de 1993, ano que foi lançado o anúncio televisivo dos Douradinhos do Capitão Iglo, onde este oferecia o seu tesouro a uma tribo de índios, toda a gente comia peixe panado. A verdade é que a campanha pegou e o nome douradinhos também. De certa forma, foi a maneira de as crianças comerem peixe sem que fosse um drama.

Felizmente, as coisas mudaram e comer peixe deixou de ser um problema, ainda que quando ele aparece no prato os miúdos fiquem a olhar para mim com um ar desolado. Paciência que é bom e faz bem!

Eles gostam de douradinhos por isso decidi fazê-los à minha maneira.

Como já referi, os douradinhos são peixe panado. Ao fazê-los em casa, garantimos que não levam conservantes e sabemos exatamente quais os ingredientes que vamos ingerir.

Para 4 pessoas usei:
500 gr de filetes de pescada
2 ovos
100 gr de panko (pão ralado japonês)
50 gr de queijo parmesão
15 gr de coentros frescos

Como fiz:
Pré-aqueci o forno a 200º

Forrei um tabuleiro com uma folha de papel vegetal

Cortei o p…