Avançar para o conteúdo principal

Strogonoff que em português se escreve estrogonofe



É um clássico da gastronomia Russa, disso a maioria está de acordo. Agora quanto à origem do nome as opiniões dividem-se entre:

- Derivação do verbo “strogat” que em russo significa “cortar” ou “cortar em pedaços”,
ou
- o prato surge na família Stroganov, uma homenagem ao conde Pavel Stroganov, e que teria sido criado por um cozinheiro francês durante o reinado de Alexandre I (1777-1825).

A verdade é que este prato feito à base de cubos de carne servidos e cozinhados num molho de natas, é tão versátil e tão bom que a par da lasanha é dos pratos mais vendidos em todo o mundo.

Existem muitas receitas na internet e todas elas variações do prato original. Eu vou dar-vos a minha que juntou um pouco de tudo sendo que o meu grande objetivo foi dar um sabor muito simples, não inventei muito por outras palavras.

Para 4 pessoas estas foram as quantidades (mais ou menos já sabem que isto nunca preciso):
- 2 bifes de lombo com cerca de 450gr (os dois e a carne quanto melhor, mais saboroso fica o prato)
- 1 cebola média
- 2 dentes de alho,
- 2 folhas de louro
- 1 lata de leite de coco
- 1 pacote de 200 gr de tomate frito
- uma mão cheia de salsa
- azeite
 -sal
-pimenta
- azeitonas pretas (a gosto)
- pickles (a gosto)

Como fiz:

Comecei por preparar os ingredientes que isso faz com que depois tudo seja mais rápido. Parti a carne em tiras, piquei a cebola, os talos da salsa e o alho.


Fritei primeiro a carne e reservei juntamente com o molho que libertou. A carne estava temperada com sal. Este passo serve para a carne ficar no ponto que queremos, ou mal ou média ou bem passada.

Depois refoguei a cebola, o alho, os talos e a folha de louro num fio de azeite. Talvez uns 5 minutos até tudo ficar translúcido (menos o louro, claro).

Juntei o tomate frito e deixei apurar mais uns 3 minutos. Juntei sal e pimenta nesta fase.

Acrescentei a lata de leite de coco e deixei cozinhar, em lume médio, uns 10 minutos ou até o molho engrossar um bocadinho.

Juntei a carne, mais uns 5 minutos e ficou pronto.

Por fim polvilhei com salsa picada, azeitonas pretas e pickles partidos aos bocadinhos.

Servi com arroz branco.

A única coisa tonta foi não ter feito em dobro para ficar para o dia seguinte.

Espero que tenham gostado da sugestão e fiquem com este prato debaixo de olho que é simples e rápido de fazer e agrada a todos.

Beijos e boa semana.

Mafalda

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Vou vender o “meu” pólinho

Sendo uma pessoa que se liberta bem daquilo que não precisa, existem duas coisas que me fazem confusão mudar: a casa e o carro. Talvez por serem bens mais caros e de certa forma mais permanentes e que por isso mesmo estão associados a memórias, vivências e experiências.

Este Volkswagen Polo 1.2 como a marca o chama é o “meu pólinho” do qual pretendo me separar. Como toda a separação sei que é para melhor mas tem o seu momento de luto.

Ora vejamos, este é o meu segundo carro. O primeiro foi um Smart for Two que tive de vender porque engravidei do Vasco e precisava de mais espaço. Como podem ver sou uma mulher de relações duradoras.

Não foi amor à primeira vista porque estava muito apegada ao Smart e custou-me deixá-lo ir. Todavia aos poucos deixo-o entrar na minha vida e aproveitei todas as vantagens que este carro me trouxe. É um carro fácil de conduzir, de estacionar e muito económico (é a gasolina 95). Sairá das minhas mãos muito estimado e tratado com muito carinho.

Assim sendo, está c…

A minha Mãe faz anos mas não gosta que se diga

Então não vou dizer!

A minha mãe, que toda gente sempre julgou ser minha irmã ou minha amiga, faz anos hoje. Tenho a sorte de ser filha de uma mãe jovem; com isso hei-de usufruir da sua companhia por muitos e muitos anos.

Entra hoje numa década que, não há muito tempo, dar-lhe-ia o ‘estatuto’ de velhinha, sentenciada ao facto de que a vida já tinha lhe dado o que tinha que dar. Nada mais errado: é uma mulher ativa, viajada, uma craque nas futeboladas com os netos e, acima de tudo, capaz de pôr tudo a mexer sem que dêmos conta.

Tem um jeito natural para as artes e é a pessoa mais arrumada e organizada que conheço.

Era a grande organizadora das minhas festas de aniversário. Todos os anos se esmerava em me dar e fazer coisas bonitas.

A minha mãe era a minha aliada na adolescência, pondo muitas vezes à sua responsabilidade as minhas saídas mais tardias.

Ficou feliz e preocupada nos meus partos e acredito que tenha sofrido horrores até alguém lhe dizer que estava tudo bem.

Já rimos, já ch…

Douradinhos de fazer inveja ao Capitão Iglo

Antes de 1993, ano que foi lançado o anúncio televisivo dos Douradinhos do Capitão Iglo, onde este oferecia o seu tesouro a uma tribo de índios, toda a gente comia peixe panado. A verdade é que a campanha pegou e o nome douradinhos também. De certa forma, foi a maneira de as crianças comerem peixe sem que fosse um drama.

Felizmente, as coisas mudaram e comer peixe deixou de ser um problema, ainda que quando ele aparece no prato os miúdos fiquem a olhar para mim com um ar desolado. Paciência que é bom e faz bem!

Eles gostam de douradinhos por isso decidi fazê-los à minha maneira.

Como já referi, os douradinhos são peixe panado. Ao fazê-los em casa, garantimos que não levam conservantes e sabemos exatamente quais os ingredientes que vamos ingerir.

Para 4 pessoas usei:
500 gr de filetes de pescada
2 ovos
100 gr de panko (pão ralado japonês)
50 gr de queijo parmesão
15 gr de coentros frescos

Como fiz:
Pré-aqueci o forno a 200º

Forrei um tabuleiro com uma folha de papel vegetal

Cortei o p…