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A ver se este post é como o ketchup


Como diz o nosso querido Cris Ron: “os golos são como o ketchup”, custa a sair mas depois é ver o prato cheio (esta conclusão já é minha). Estou cheia de esperança que seja este o meu caso. Foi no dia 27 de julho que vos escrevi pela última vez (gostam do drama?). Fui conferir isso para ser certa e exata nas minhas palavras.

Não vos quero dar uma desculpa mas gostava de vos oferecer uma explicação (frase retirada das palavras da personagem de Jacqueline Kennedy na série “The Crown”, que segui com algum entusiasmo durante as férias de verão).

Então o que se passou foi o seguinte: Não conseguia nem me apetecia escrever, cozinhar, pensar ou usar as redes sociais. Deu-me uma quebra, um cansaço, algo repentino que me andava a fazer mal até eu conseguir ser minha amiga e me permitir a estar cansada sem que isso me atormentasse os pensamentos.

Não sou melhor nem pior que ninguém mas muitas vezes sou dura comigo e tendo a boicotar-me por coisas que até são normais. E para piorar a autocensura punha-me a tentar escrever e a fazer grandes cozinhados que depois não saíam nada de jeito. Na verdade sabia que esse não era o caminho, mas insisti e não resultou… o tempo foi passando.

Parar foi uma boa opção. Respirei e relativizei. Fui de férias, viajei, vi coisas novas e diferentes, passei mais tempo de qualidade com a família e acima de tudo, o que me fez mesmo bem foi não ter horários nem obrigações.

Permiti-me a isso! Sem dramas nem pesos na consciência.

Tenho coisas para organizar na minha cabeça, no trabalho e dar respostas que ficaram pendentes. Sei que tenho de fazer isso tudo. Sei também que o ano letivo está a começar e esta época em particular é stressante para mim. Os livros, os cadernos, as mochilas, tudo forrado e organizado não é mesmo a minha cena. Sinto sempre que podia fazer melhor e mais lindo mas não é uma coisa que me dê prazer fazer. Eu e os trabalhos manuais e bricolages e afins não dá mesmo!

Vejo outros pais super organizados e eu enfim… Mais uma faceta minha que tenho de aceitar. Nunca chumbaram um ano devido à minha fraca perícia ou deixaram de ter o material que necessitavam.

Tenho de vos dizer que depois das férias fico também com mais vontade de abrandar, de mudar o ritmo. Esta vida de escola, atividades e música e desporto e todas as solicitações custam-me um bocado e acho mesmo que não é natural andarmos a viver nestas correrias para termos filhos melhores e mais capazes e preparados para a vida. Até porque ninguém é dono do futuro e gente cheia de skils não será necessariamente uma pessoa realizada e plena. Mas, enquanto nada fizer para mudar, vou-me adaptando ao que há e que é a realidade de quase toda a gente.

De resto está tudo bem e recomenda-se. Vai que depois de ler isto o nosso Cris Ron começa a marcar golos como se não houvesse amanhã e aí a Juve vai ver-se na obrigação de fazer um contrato comigo.
Prometo estar por aqui com a regularidade do costume até porque, e sem esquizofrenias de discurso, é algo que me dá prazer!

Beijos a todos,
Mafalda

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