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Despensa arrumada vamos tratar dos frescos


E é aqui que temos que fazer uma grande pausa, respirar fundo e pensar muito bem. Os frescos são uma tentação. Estão frescos (claro que sim), são bonitos, estão bem expostos e ficamos com a sensação que podemos levar um boa porção de cada um, pois são saudáveis e vão fazer as nossas delícias toda a semana e toda a vida.

Por isso insisto: calma. Tirando a fruta, que voa na minha casa, todos os outros frescos rendem. Uma couve, por exemplo, dá para várias refeições e até pode ser preciso congelá-la. Passo a explicar e novamente vamos por categorias para ficar mais fácil.

Fruta – Dar preferência à fruta de época pelas razões óbvias: está na sua melhor maturação e também mais barata. No entanto, se vos apetecer comer cerejas em fevereiro, e as tiverem à disposição, comprem-nas que vai saber-vos bem. Existem frutas com maior durabilidade como as maçãs, peras, laranjas e bananas que, no tempo mais fresco, conservam-se bem à temperatura ambiente. Os morangos, os frutos vermelhos e a papaia, entre outros, são mais sensíveis e devem ser consumidos nos dias seguintes à sua compra. Façam contas na hora das compras: quantas peças costumam comer por dia? Pretendem fazer sumos ou batidos durante a semana? Se a fruta começar a ficar estragada cortem-na e congelem.

Vegetais – Devemos consumi-los em todas as refeições e de diversas formas. Na sopa, cozidos, ao vapor, salteados, não importa… desde que estejam no prato! Contudo, para as sopas não precisam de grandes quantidades. Por exemplo, um ramo de bróculos, três curgetes, uma cenoura, uma cebola e uma batata-doce (opção) fazem uma sopa que dá para duas refeições (almoço e jantar) para quatro pessoas. Claro que se só comerem sopa não dará para tantas refeições. Mais uma vez, façam as vossas contas. Eu costumo ter acelgas (um molho), feijão-verde (meio quilo), quatro nabos, seis cenouras, seis pimpinelas (chuchu). Na semana seguinte alterno com pimentos, couve-flor, beterraba, abóbora amarela,…

Folhas – Estas com certeza encontram-se dentro da categoria das mais sensíveis. Não vale a pena comprar muita alface de uma só vez e quem diz alface diz rúcula, canónigos, agrião, espinafres. Até porque podemos alternar com os vegetais e aí é pensar nos acompanhamentos que vamos ter. As saladas podem ser variadas usando mistura de folhas, tomate, cebola, cenoura. Pensem no que gostam.

Cebola e alho – Tenho sempre porque uso muito. Ter em atenção quando se compra. Devem estar firmes ao toque. Outro indicador são aquelas moscas da fruta, pequeninas e chatas. Se andarem lá perto, não comprem.

Leite, iogurtes, natas, queijos – Aconselho também a fazer as contas dos consumos familiares para evitar que passem do prazo.

Carne, peixe e mariscos – Comprar pouco, mas com qualidade. Deixo ao vosso critério as proteínas animais que mais gostam, mas tenham atenção aos seguintes aspetos que, para mim, primam pela qualidade: carne de pasto livre e peixe de mar, tal como os mariscos; produtos regionais e nacionais são melhores, pois deram menos passeios dentro de arcas frigoríficas.

E agora já estão prontos para começar a programar a vossa ementa semanal. No próximo artigo vamos tratar de por a comida na mesa.

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Boa semana para todos😘.

Mafalda

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