Avançar para o conteúdo principal

Cebola em pickles

Fiz pickles de cebolas e ficaram uma delícia!

Vamos então à história e depois já vos digo como fiz. Eu tenho esta receita há mais de 5 anos escrita num envelope. Todos os anos penso que a tenho de fazer mas, por incrível que pareça, às vezes sou assolada por uma preguiça monumental para cozinhar. Não sei bem o que é, ou até sei,  é o medo de falhar ou que não fique bom e mimimi mimimimi. Desculpas portanto.

Como nada acontece por acaso, encontrei no outro dia um saco de 2,5kg de cebolinhas já descascadas e prontas a serem usadas. Era este o sinal. Comprei-as e fui deitar o olho à receita a ver se tinha tudo. Como sempre vi os ingredientes e não dei importância às quantidades. Assim sendo, no dia em que fui fazer os pickles comecei a dar-me conta que não tinha os ingredientes nas quantidades certas. Enfim... Não é por isso que não se cozinha.

Vou então dar-vos a base dos ingredientes pois tudo o resto foi a olho e a gosto. Nada supera ainda o provar e retificar e é isso que vos tento passar. Façam tudo ao vosso gosto. Com certeza da próxima vez que os fizer não vão ficar como estes, mas isto é o bonito da cozinha. É sempre uma coisa nova.

Vamos começar:

Um 1l de vinagre deu para os 2,5 kg de cebolinhas.

O que fiz conforme a receita: 3 gemas, 1 colher de sopa de maizena e 1 litro de vingare.

Comecei por bater bem as 3 gemas com um bocadinho de azeite, sal e pimenta. Depois adicionei a mostarda que supostamente eram 60 gr. Só tinha 15 gr. Então pus a que tinha, mais mostarda dijon mais sementes de mostarda. Caril, gengibre em pó, coentros em pó, tudo a olho. Juntei o vinagre aos poucos e 3 colheres de sopa de açúcar Depois levei esta mistura ao lume para que engrossasse. Aqui o ideal é ir provando e fazer do vinagrete uma delícia a vosso gosto.

Em frascos esterilizados coloquei as cebolas com uma malagueta e uma folha de louro. Cobri com o preparado e no final acrescentei uma estrela de anis. Deixei arrefecer e depois fechei os frascos.

Ontem foi a prova oficial e a avaliar pelos comentários e por mim, mas eu sou suspeita, ficaram uma delícia.

Se gostam deste "dentinho" típico do Natal experimentem.

Mafalda

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Bodião no forno e a empreitada para deixar de comer peixe

O bodião é um peixe que se encontra facilmente na Madeira pois o seu habitat preferencial é  junto á costa em toda a orla rochosa, em locais com muitas algas e também dentro dos portos. A sua cor varia entre o vermelho e o castanho sendo que identifica se é fêmea ou macho, respetivamente. A sua carne é muito branca e densa e é dos peixes que mais gosto. Tem um sabor muito próprio que me leva à minha herança gastronómica. Em qualquer restaurante de peixe há bodião. Normalmente é feito grelhado ou então em filetes fritos. A minha opção de fazer no forno foi por ser mais rápido e também por gostar muito de peixe assado. E vá… porque queria testar esta receita :D Pré-aquecer o forno a 200º. Comecei por fazer o tempero do peixe: Numa trituradora juntei: -6 tomates secos - 2 dentes de alho - 1 pitada de sal - uma mão cheia de mistura de especiarias - duas mãos cheias de manjericão fresco - azeite e vinagre Tudo triturado até ficar uma pasta. Coloquei os peixes num...

Picado ou Picadinho

É só escolher qual o nome que querem dar a este petisco típico da minha terra – a bela e formosa ilha da Madeira. Curiosamente os pratos típicos da região, tirando a Espada e o Atum, são à base de carne. Não somos produtores mas é uma presença na nossa gastronomia. Exemplo disso é a Espetada a Carne de Vinho e Alhos, o Picado e os deliciosos grelhados (sobretudo de galinha, costeletas de porco e bifes). O Picado é ideal para um jantar em família ou entre amigos. Numa travessa pequena, média ou grande, colocada no meio da mesa serve de mote para por a conversa em dia enquanto se “pica” à vontade. Os mais gulosos muitas vezes têm de levar com um “já chega” que isto é para todos. Hehehehe A receita típica varia sendo que a mais consensual é colocar no molho sopa de rabo de boi. Eu não o faço por questões de gosto pessoal. Como faço o meu picado: - Carne de vaca da boa e tenra cortada aos cubos temperada com sal, alho e louro; - Numa frigideira bem quente com um fio de azeite e ...

Maçaroca: um ícone da ceia de São João!

Tal como a sardinha está para o Santo António, a maçaroca está para o São João. Aqui na Madeira come-se atum salpresado com feijão, pimpinelas (chuchu), batatas e, claro, a maçaroca. Tirando o atum, que é cozido à parte – e a maçaroca também devia ser (e depois vão perceber porquê) –, todos os outros ingredientes são cozinhados com casca e servidos assim mesmo. A ceia é comida na véspera do dia 24, logo, amanhã é dia de festejar o São João. Este ano será na casa dos meus pais! Mas quero-vos falar da maçaroca ou milho doce ou milho amarelo. Aqui na ilha é mais tradicional a maçaroca branca ou o milho branco, mas vou ser sincera, não gosto tanto: é mais seco e tem menos sabor (na minha opinião). Nesta altura do ano a maçaroca está no ponto e nem imaginam como é fácil cozinhá-la! Vamos por partes: Quando compramos a maçaroca é importante ver se os grãos estão amarelos e viçosos. Ao abrir um pouco as folhas consegue-se perceber se estão boas.  Não comprem se os grãos esti...