Avançar para o conteúdo principal

Chinesices de comer cá por casa


E hoje, com esta Primavera invernosa, está mesmo a pedir um prato diferente e delicioso para confortar e dar ânimo.

Eu gosto muito de comida asiática no seu geral e a comida chinesa não escapa a este gosto. Tive o primeiro contacto com este tipo de comida nos restaurante chineses, mas tal como os restaurante portugueses no estrangeiro, nunca se está a comer a comida real do país de origem. Os paladares são adaptados ao gosto do país onde estamos e costumo dar este exemplo em relação às pizas: no nosso país estas levam frango e ananás e molho cocktail para além de uma fatia já servir de refeição, em Itália isso não acontece, as pizzas são leves e com um recheio muito equilibrado.

Adiante, gosto muito de dumplings. Estes são uma espécie de bolinho que mais se assemelham a um ravioli e o seu recheio é do mais variado que possam imaginar, desde os vegetarianos aos mais compostos com carnes e camarão.

É uma das referências da comida chinesa por ser fácil de comer e versátil na hora de os preparar.
Em Berlin, no Thay Market, tive a oportunidade de provar uns dumplings deliciosos e fiquei com vontade de os cozinhar de forma regular mas não me tinha ainda dedicado a fazê-lo até porque para fazer um dumpling de raiz o ideal é fazer a própria massa. Eu não tenho muito tempo e foi por isso que quando os vi (dos bons) no Supermercado Chen (aquele supermercado chinês que já vos falei) não hesitei em comprar…não me arrependi.

Vamos lá cozinhar.

Ingredientes para 4 pessoas:

- 400 gr de dumplings congelados

- um grande molho de cogumelos chineses

- restos de fiambre de frango (ver aqui como se faz)

- 1 bolbo de citronela
- 3 dentes de alho
- molho de soja q.b
- sementes pretas de sésamo q.b. e opcional
- coentros q.b.
- óleo de sésamo

-sal
-pimenta
- chili sauce ou molho de malagueta q.b. e opcional

Como fiz:

Numa frigideira grande pus a refogar o alho e a citronela num fio de óleo de sésamo. Depois juntei os cogumelos, o frango partido aos cubos, temperei com molho de soja e deixei que ganhassem cor.



Deve ter sido à volta de uns 6 a 8 minutos todo o processo.
Depois retirei da frigideira e reservei.

Na mesma frigideira voltei a juntar um fio de óleo de sésamo e coloquei os dumplings, ainda congelados, fazendo-os ganhar cor de todos os lados. Quando estavam dourados cobri com água, temperei com sal e pimenta.


Deixei cozinhar por uns 6 minutos com a frigideira tapada.

Na travessa onde servi, juntei o primeiro preparado aos dumplings, polvilhei com coentros frescos e sementes pretas de sésamo.
Para eles pus molho de soja, para nós pus molho de malagueta para acompanhar.

Ficou uma delícia e aconselho a que experimentem porque vão gostar e assim ajuda a variar a vossa ementa de casa.
Espero que gostem da sugestão e que tenham um bom fim-de-semana.
Mafalda


Comentários

Mensagens populares deste blogue

Bodião no forno e a empreitada para deixar de comer peixe

O bodião é um peixe que se encontra facilmente na Madeira pois o seu habitat preferencial é  junto á costa em toda a orla rochosa, em locais com muitas algas e também dentro dos portos. A sua cor varia entre o vermelho e o castanho sendo que identifica se é fêmea ou macho, respetivamente.

A sua carne é muito branca e densa e é dos peixes que mais gosto. Tem um sabor muito próprio que me leva à minha herança gastronómica. Em qualquer restaurante de peixe há bodião. Normalmente é feito grelhado ou então em filetes fritos.

A minha opção de fazer no forno foi por ser mais rápido e também por gostar muito de peixe assado. E vá… porque queria testar esta receita :D
Pré-aquecer o forno a 200º.

Comecei por fazer o tempero do peixe:
Numa trituradora juntei:
-6 tomates secos
- 2 dentes de alho
- 1 pitada de sal
- uma mão cheia de mistura de especiarias
- duas mãos cheias de manjericão fresco
- azeite e vinagre
Tudo triturado até ficar uma pasta.

Coloquei os peixes num tabuleiro de ir ao forno …

A minha Mãe faz anos mas não gosta que se diga

Então não vou dizer!

A minha mãe, que toda gente sempre julgou ser minha irmã ou minha amiga, faz anos hoje. Tenho a sorte de ser filha de uma mãe jovem; com isso hei-de usufruir da sua companhia por muitos e muitos anos.

Entra hoje numa década que, não há muito tempo, dar-lhe-ia o ‘estatuto’ de velhinha, sentenciada ao facto de que a vida já tinha lhe dado o que tinha que dar. Nada mais errado: é uma mulher ativa, viajada, uma craque nas futeboladas com os netos e, acima de tudo, capaz de pôr tudo a mexer sem que dêmos conta.

Tem um jeito natural para as artes e é a pessoa mais arrumada e organizada que conheço.

Era a grande organizadora das minhas festas de aniversário. Todos os anos se esmerava em me dar e fazer coisas bonitas.

A minha mãe era a minha aliada na adolescência, pondo muitas vezes à sua responsabilidade as minhas saídas mais tardias.

Ficou feliz e preocupada nos meus partos e acredito que tenha sofrido horrores até alguém lhe dizer que estava tudo bem.

Já rimos, já ch…

Douradinhos de fazer inveja ao Capitão Iglo

Antes de 1993, ano que foi lançado o anúncio televisivo dos Douradinhos do Capitão Iglo, onde este oferecia o seu tesouro a uma tribo de índios, toda a gente comia peixe panado. A verdade é que a campanha pegou e o nome douradinhos também. De certa forma, foi a maneira de as crianças comerem peixe sem que fosse um drama.

Felizmente, as coisas mudaram e comer peixe deixou de ser um problema, ainda que quando ele aparece no prato os miúdos fiquem a olhar para mim com um ar desolado. Paciência que é bom e faz bem!

Eles gostam de douradinhos por isso decidi fazê-los à minha maneira.

Como já referi, os douradinhos são peixe panado. Ao fazê-los em casa, garantimos que não levam conservantes e sabemos exatamente quais os ingredientes que vamos ingerir.

Para 4 pessoas usei:
500 gr de filetes de pescada
2 ovos
100 gr de panko (pão ralado japonês)
50 gr de queijo parmesão
15 gr de coentros frescos

Como fiz:
Pré-aqueci o forno a 200º

Forrei um tabuleiro com uma folha de papel vegetal

Cortei o p…