Avançar para o conteúdo principal

Quem vai fazer bife para o jantar?


A comida simples, aquela que depende da boa confeção e da qualidade do produto é um desafio interessante para quem cozinha. As boas notícias são: depois de dominar a técnica podemos abrir um restaurante dessa especialidade.

Oiço muita gente dizer: nem sei estrelar um ovo. Pois ora bem, estrelar um ovo nem sempre resulta bem. Se não tivermos os ovos frescos, a frigideira ideal e até alguma prática, a probabilidade de “esgaçar” o ovo é grande.

O bife é a mesma coisa. Um bife bem feito não acontece todos os dias. Hehehe. Ora a carne é rija, ora liberta muita água, ora fica bem passado, ora fica mal passado, ora, ora. Isto tem a ver essencialmente com a qualidade da carne, com a frigideira e também com a técnica.

Eu segui as dicas do Jaime Oliver e finalmente acho que acertei na minha técnica para fazer um bom bife. Como foi a primeira vez que o fiz não ficou totalmente como queria, tenho ajustes a fazer mas disso já vos falo.

Primeira dica: a espessura do bife. Este sugere que compremos um bife duplo em vez de um fininho. Foi o que fiz.

Segunda dica: Temperar o bife com sal, pimenta e azeite. Não por a gordura na frigideira. Foi o que fiz.

Terceira dica: Estar perto do bife enquanto este cozinha e ir virando a casa um minuto durante seis minutos. Aqui o meu ajuste a ser feito. Eu gosto da carne mal passada, estes seis minutos foram demais, ficou boa mas podia ter ficado menos passada.

Quarta dica: adicionar uma noz de manteiga e 3 dentes de alho. Foi isso que fiz.

Quinta dica: Depois de retirar do lume deixar repousar pelo menos 5 minutos. Foi isso que fiz.
Sexta dica: Aproveitar todos os sucos que saem da carne. Foi isso que fiz.

Sétima dica: cortar o bife em fatias e servi-lo. Foi isso que fiz.

E ficou muito bom. Tinha cerca de 450 gr de carne e se tivesse mais acho que tinha ido tudo.

Vejam o vídeo aqui.

Experimentem que vale a pena e se tiverem outras sugestões partilhem.
Mafalda

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Vou vender o “meu” pólinho

Sendo uma pessoa que se liberta bem daquilo que não precisa, existem duas coisas que me fazem confusão mudar: a casa e o carro. Talvez por serem bens mais caros e de certa forma mais permanentes e que por isso mesmo estão associados a memórias, vivências e experiências.

Este Volkswagen Polo 1.2 como a marca o chama é o “meu pólinho” do qual pretendo me separar. Como toda a separação sei que é para melhor mas tem o seu momento de luto.

Ora vejamos, este é o meu segundo carro. O primeiro foi um Smart for Two que tive de vender porque engravidei do Vasco e precisava de mais espaço. Como podem ver sou uma mulher de relações duradoras.

Não foi amor à primeira vista porque estava muito apegada ao Smart e custou-me deixá-lo ir. Todavia aos poucos deixo-o entrar na minha vida e aproveitei todas as vantagens que este carro me trouxe. É um carro fácil de conduzir, de estacionar e muito económico (é a gasolina 95). Sairá das minhas mãos muito estimado e tratado com muito carinho.

Assim sendo, está c…

A minha Mãe faz anos mas não gosta que se diga

Então não vou dizer!

A minha mãe, que toda gente sempre julgou ser minha irmã ou minha amiga, faz anos hoje. Tenho a sorte de ser filha de uma mãe jovem; com isso hei-de usufruir da sua companhia por muitos e muitos anos.

Entra hoje numa década que, não há muito tempo, dar-lhe-ia o ‘estatuto’ de velhinha, sentenciada ao facto de que a vida já tinha lhe dado o que tinha que dar. Nada mais errado: é uma mulher ativa, viajada, uma craque nas futeboladas com os netos e, acima de tudo, capaz de pôr tudo a mexer sem que dêmos conta.

Tem um jeito natural para as artes e é a pessoa mais arrumada e organizada que conheço.

Era a grande organizadora das minhas festas de aniversário. Todos os anos se esmerava em me dar e fazer coisas bonitas.

A minha mãe era a minha aliada na adolescência, pondo muitas vezes à sua responsabilidade as minhas saídas mais tardias.

Ficou feliz e preocupada nos meus partos e acredito que tenha sofrido horrores até alguém lhe dizer que estava tudo bem.

Já rimos, já ch…

Douradinhos de fazer inveja ao Capitão Iglo

Antes de 1993, ano que foi lançado o anúncio televisivo dos Douradinhos do Capitão Iglo, onde este oferecia o seu tesouro a uma tribo de índios, toda a gente comia peixe panado. A verdade é que a campanha pegou e o nome douradinhos também. De certa forma, foi a maneira de as crianças comerem peixe sem que fosse um drama.

Felizmente, as coisas mudaram e comer peixe deixou de ser um problema, ainda que quando ele aparece no prato os miúdos fiquem a olhar para mim com um ar desolado. Paciência que é bom e faz bem!

Eles gostam de douradinhos por isso decidi fazê-los à minha maneira.

Como já referi, os douradinhos são peixe panado. Ao fazê-los em casa, garantimos que não levam conservantes e sabemos exatamente quais os ingredientes que vamos ingerir.

Para 4 pessoas usei:
500 gr de filetes de pescada
2 ovos
100 gr de panko (pão ralado japonês)
50 gr de queijo parmesão
15 gr de coentros frescos

Como fiz:
Pré-aqueci o forno a 200º

Forrei um tabuleiro com uma folha de papel vegetal

Cortei o p…