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O dia seguinte: o rescaldo do Dia Internacional da Mulher


Ui, Ui, oi, oi, senhor meus deus, caramba… Tanta coisa a dizer sobre este tema/assunto. Contudo, vou tentar ser sucinta e esquematizar as ideias em dois pontos fundamentais:
- Feminismo versus igualdade
- Mulheres que não apoiam mulheres

Vamos começar pelo primeiro mas antes gostava de vos dizer o que penso sobre o Dia Internacional da Mulher. Como já escrevi aqui aquando o Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a Mulher, este dia existe porque as coisas não vão lá muito bem. Sou completamente a favor de algumas causa que servem para chamar a atenção para o que se passa no mundo e de certa forma pensar que neste dia (pelo menos) se possam abordar estes temas tão sensíveis que retratam, violações fundamentais, violação físicas, direitos básicos à educação e à justiça, direitos de liberdade, entre tantos outros que este dia representa.

Então vamos ao feminismo versus igualdade

E aqui já arranjo uns quantos inimigos (atenção que não estou a falar de inimigas estou a falar do tempo verbal – plural). Quero realçar que esta é apenas a minha opinião tão válida quanto todas as outras discordantes ou concordantes.

Dizia eu, o feminismo mais ou menos exacerbado é aquele onde as mulheres têm raiva aos homens, querem passar todas as limitações que sofreram e sofrem para o sexo oposto. A meu ver acaba por ser um contrassenso pois se pedimos tolerância não podemos agir da mesma forma.

Quanto à igualdade e, isso sim defendo com unhas e dentes, é um processo onde todos são iguais de direitos e deveres, de responsabilidade, de afetos, de oportunidades, de tarefas de TUDO.
Claro está que há diferenças de género e isso é de louvar. Não há nada a fazer. Todavia, tudo se faz! No seio da família reforço o bom entendimento, a empatia e o amor uns pelos outros não deixando ninguém com fardos ou rótulos de qualquer espécie. Todos devem saber fazer um bocadinho de tudo, até porque isso vai resultar num ser humano muito mais autónomo e consciente do que custa a vida.
No trabalho, igual, só não precisa ter amor, hehehe. Mas isso ainda é um caminho longo, muito longo e nesse aspeto as mulheres estão numa posição altamente debilitada. Não será ainda na minha geração que as coisas vão mudar, ainda estamos longe de haver oportunidades iguais para ambos. É mentira, isso posso afirmar.

Tema 2: Mulheres que não apoiam mulheres

Se já falei muito no outro ponto aqui então nem vão acreditar.

Ontem, as redes sociais estiveram repletas de imagens, de mensagens, de ofensas, de tributos, de TUDO. Assim sendo também li um bocadinho de tudo e fiquei a pensar.

Muitas mulheres escreveram nos seus murais que gostavam das mulheres mas havia “umas quantas” que iam para jantares e eram umas frustradas e que andavam com as mamas de fora e que só queriam a bebedeira e mimimimi.

Outras ainda criticavam que não mandavam flores virtuais, nem muito menos aceitavam flores reais porque isso era uma desconsideração para com o género feminino. Ora e por exemplo, se o parque de estacionamento  no dia 8 de março diz que não tenho nada a pagar porque é uma gentiliza que estão a fazer às mulheres, vou dizer o quê?? Não senhor obrigada mas não, quero pagar e mais até do que o normal só para ver que não preciso de si para nada! A empresa dos parque não é a Cruz Vermelha, tem de ter lucro, apenas está a fazer uma gentileza. Adiante…

Onde está a tolerância para coma s outras mulheres? Será mal ir a um jantar com as migas se gostarmos disso? Será mal não irmos a um jantar com as migas neste dia porque não gostamos? Será mal usar decotes porque gostamos? Será mal andar toda tapada porque gostámos?
Não há mal nenhum, nenhum mesmo, aqui a questão é que ninguém se contenta consigo próprio. Tem de tentar a envangelização através da crítica. Não consigo compreender, não consigo.

Outros exemplos:
  • Uma mulher “bonita” com uma carreira de sucesso é porque dormiu com alguém ou fez outras coisas de cariz sexual ainda mais avançadas
  • Uma mulher “feia” com uma carreira de sucesso é porque é tão feia que nenhum homem lhe pega que não tinha outra hipótese que não a de se dedicar ao trabalho
  • Uma mulher que opta por ficar a cuidar dos filhos é uma sopeira que nada tinha para fazer no trabalho
  • Uma mulher que opta por começar a trabalhar após a licença de maternidade é uma mulher que tem um desprezo inigualável pela família
  • Uma mulher que decide casar e formar família está a fazer maravilhas à sociedade, não está a fazer isso porque tem essa vontade
  • Uma mulher que não quer constituir família vai com certeza se arrepender para o resto da vida, não o está a fazer porque tem vontade
Enfim, mulher que é mulher anda ao sabor do vento e à mercê das vontades dos outros. E sabem quem é o maior crítico da mulher? Sim sabem.

Vou só dar-vos um exemplo pessoal e muito suave. Das vezes que fui à RTP Madeira recebi críticas estranhas, a meu ver, todas elas de cariz pessoal e vindas de mulheres. Nunca foi em relação ao que cozinhei ou ao que estava a apresentar. Foram sempre pessoais. A dizer bem nunca ninguém ligou.

Ora penso: quando não gosto de uma coisa não a vejo mais, não leio, não vou para lá chatear. Tenho essa opção e quem está a fazer ou a publicar o que acha correto tem o direito de o fazer. Às vezes discordo e digo ou escrevo, de uma maneira educada e polida. Ninguém é amorfo ou sem opinião mas se é para ofender não contem comigo.

Tinhas mais coisas para dize mas vou ficar por aqui que o texto já vai longo!
Beijos e bom fim-de-semana!
Mafalda

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