Avançar para o conteúdo principal

Peitos de Frango com manteiga de amendoim


A receita é do grande Jamie Oliver, a execução é minha. E este post vai abordar várias temáticas. Aconselha-se uma cadeira confortável, um chá quente e muita paciência, mas vai valer a pena. Confiem 😃

Se calhar falo primeiro de como se faz e depois do resto. O que acham? Acho que ouvi um sim desse lado. Então aqui vai:

Pré-aquecer o forno a 190º na função grelhador.

Ingredientes:
- três peitos de frango
- um limão
- duas colheres de sopa de manteiga de amendoim
- um dente de alho
- malagueta a gosto
- água
- sal
- pimenta
-azeite

Preparação:

Comecei por golpear os peitos de frango e temperei com sal, pimenta, raspas de limão e azeite. Reservei.


Para o molho misturei duas colheres de sopa de manteiga de amendoim, com sumo de meio limão, um alho ralado e um pouco de água.


A água serve para deslaçar o molho que tem de ficar com uma consistência mais cremosa, diria tipo iogurte.

A receita dizia para usar uma frigideira que depois fosse ao forno. Como não tenho usei um tabuleiro de ir ao forno como frigideira.

Aqueci no fogão (como se fosse uma frigideira) e depois coloquei os peitos de frango com os golpes virados para baixo.

Deixei que ficassem dourados, virei-os e depois reguei com o molho de manteiga de amendoim. No molho não pus a malagueta por causa dos meninos. Pus depois no meu.

Levei ao forno por 5 minutos o mais próximo da resistência do forno.
Ficaram ótimos mas… não ficaram bonitos. E agora começa o post longo. Ainda estão aí? Acho que ouvi um sim desse lado. Então aqui vai:

- Ainda me ri bastante deste frango. O Vasco que tem um sentido de humor refinado (pelo menos para mim claro) olhou estarrecido para mim.

Ele: Mãe ai ai ai!
Eu: O que se passa Vasco?
Ele: Fizeste um sapo para o jantar? Eu não como. Mano anda ver, a mãe matou um sapo. Hehehehehehehehheheheehheheheheheh
Eu: Ri que me fartei e expliquei que não era mas não ficou convencido pois desde o peixe assado desconfiam de mim. . Depois comeu e gostou mas tive de me esforçar para o convencer que não era um sapo. Mas digamos.. Até tinha razão.

Realmente o que eu ali apresentava nada tinha a ver com a imagem do livro de receitas. E eu até acho que não sou muito má a por as coisas de forma bonita no prato, mas… não deu, para a foto e para que não ficassem com medo de não fazer tive de dar um outro arranjo que normalmente não o faria.

Conclusões:

- Não somos maus cozinheiros por não sabermos replicar na exatidão o que nos é apresentado na fotografia;

- Neste campo tenho a dizer que muitas vezes as fotografias têm “maquilhagem” de forma a torná-las mais apetecíveis. Nada contra atenção é só para realçar o facto de não sermos todos profissionais mas isso não nos impede de cozinhar bem;

- A comida nem sempre deve ser avaliada pelo aspeto. Não é a toa que nos concursos de Masterchef dizem sempre que o sabor é que conta;

- Não nos devemos intimidar por grandes feitos culinários. Cada um cozinha à sua maneira, ao seu tempo e ao seu jeito (e acho que já me estou a repetir);

- Por falhar uma vez não quer dizer que vá falhar sempre. A primeira vez que se faz alguma coisa serve de teste para as vezes seguintes;

- Se a receita pede uma coisa e vocês não a têm… paciência, pode ser que dê para improvisar. Vejam o caso da frigideira de ir ao forno no início desta receita.

E é isto! Cozinhar, estar na cozinha, comer deve ser leve e divertido e não um fardo porque aí tenham a certeza, nada vai sair bem!

Beijos e aproveitem este tempo de chuva para cozinhar e estar no conforto do lar.
Mafalda

Comentários

Mensagens populares deste blogue

39… é muita fruta

E muito champanhe e balões e confetes e banda e fogo-de-artifício e todo esse banzé digno de mais uma volta ao sol.

Menos, muito menos. Já fui bastante mais festeira do que sou hoje e, muito sinceramente, basta-me saber de saúde que já fico genuinamente feliz.

Começo este ano com a perfeita noção que tenho muito mais para agradecer do que reclamar e este sentimento tem vindo a ser reforçado ao longo do tempo.

Para uns sou velha para outros sou nova mas para mim é o que é e se cá cheguei só pode ser bom.
Tenho muito que me orgulhar: desde os meus filhos, ao meu trabalho, a este blogue e a todo o esforço e dedicação que deposito em todas estas tarefas.

Tento sempre fazer o bem, ser correta e cordial. Acredito que tudo isto venha em retorno: recebemos o que damos.

Em forma de desejo(s) e por esta ordem de importância:
- saúde
- amor (bom e verdadeiro)
- dinheiro no bolso (que dá sempre jeito)

Que nunca me falte:
- imaginação e motivação para continuar a cozinhar
- imaginação e motivação…

O lado Doce da Europa- uma aventura com final feliz

Integrado nas comemorações oficiais do Ano Europeu para o Património Cultural, a Deputada ao Parlamento Europeu Cláudia Monteiro de Aguiar em parceria com o Centro de Informação Europe Direct Madeira (CIED Madeira) promoveu o Concurso Gastronómico “O lado Doce da Europa”.

O concurso teve como principal objetivo divulgar a gastronomia europeia, especificamente a doçaria, enquanto elemento importante da identidade e diversidade cultural dos  indivíduos, comunidades e sociedades.

As equipas tiveram que reproduzir uma receita - doce/sobremesa típica de um Estado Membro da União Europeia, fornecida aleatoriamente pela organização do concurso.

Aqui começa a aventura!

Quando fui entrevistar a Ângela Jesus para a rubrica “pessoas que eu recomendo” no inicio de março, não me passaria pela cabeça ver-me envolvida neste concurso. Enquanto falávamos, cozinhávamos, tirava fotos e fazia perguntas, surge a questão: Mafalda, quer ser minha parceira num concurso? Eu: concurso? Ângela: sim, de doces!…

Vou vender o “meu” pólinho

Sendo uma pessoa que se liberta bem daquilo que não precisa, existem duas coisas que me fazem confusão mudar: a casa e o carro. Talvez por serem bens mais caros e de certa forma mais permanentes e que por isso mesmo estão associados a memórias, vivências e experiências.

Este Volkswagen Polo 1.2 como a marca o chama é o “meu pólinho” do qual pretendo me separar. Como toda a separação sei que é para melhor mas tem o seu momento de luto.

Ora vejamos, este é o meu segundo carro. O primeiro foi um Smart for Two que tive de vender porque engravidei do Vasco e precisava de mais espaço. Como podem ver sou uma mulher de relações duradoras.

Não foi amor à primeira vista porque estava muito apegada ao Smart e custou-me deixá-lo ir. Todavia aos poucos deixo-o entrar na minha vida e aproveitei todas as vantagens que este carro me trouxe. É um carro fácil de conduzir, de estacionar e muito económico (é a gasolina 95). Sairá das minhas mãos muito estimado e tratado com muito carinho.

Assim sendo, está c…