Avançar para o conteúdo principal

Nada bate a satisfação de cozinhar para os amigos


Íamos ter amigos em casa para o jantar. Estes amigos estão noutro país e quando vêm a casa é sempre motivo de festa e diga-se a bem da verdade, acabamos por caprichar e ter vontade de fazer coisas boas e diferentes. Ninguém é de cerimónia mas são todos do coração o que vai ao encontro de todo este parágrafo.😉😊

De manhã perguntei aos meus filhos o que queriam fazer para os amigos. O Manuel respondeu logo: pizza! Ao que tive de lhe responder de volta: não é para ti é para os amigos. O Vasco que é mais dado às artes culinárias, lembrou-se de um programa que vimos da Filipa Gomes onde esta fazia uns queques de carne com um ovo surpresa e disse-me: mãe podíamos fazer aquela comida com ketchup e ovinhos de corloniz (sim leva ketchup e ovos de codorniz).

Fiquei contente com a sugestão e disse que ia tratar de arranjar todos os ingredientes para fazermos ao jantar.

Chegamos a casa cedo e ainda faltava para a hora do jantar mas o rapaz estava impaciente para começar a cozinhar. Vou já avisando que as fotografias estão as possíveis porque a excitação era tanta que não parava quieto. E quando não se para quieto desfoca.

Vamos então chamar a este prato “Queques surpresa”, pode ser?


E fazem-se assim:

- 300 gr de carne de perú moída e temperada com sal e pimenta

- 1 chávena de cenoura ralada

- 1 chávena de pão ralado
- 1 chávena de ketchup
- 1 chávena de queijo parmesão ralado

Misturar bem até estar tudo envolvido.

Colocar nas formas de silicone, podem ser das outras mas não se esqueçam de as untar, um pouco do preparado da carne deixando no centro um espaço para colocar o ovo.

Partir o ovo de codorniz para dentro das formas (um por cada forma) e por fim tapar com o restante preparado. 

Os ovos de codorniz não são fáceis de partir. Uma faca pode ajudar neste processo.
Guardar no frigorífico por meia hora ou então levar logo a assar em forno pré-aquecido a 200º por 20 a 25 minutos.

Servi com salada e arroz branco e dos 8 queques ficou apenas um porque suas excelências resolveram por o mais novo à prova e conseguiram com que o queque fosse parar a dentro do copo de ice-tea.

Ficam uma delícia e são uma comida muito consensual para dias de “festa” com os amigos ou mesmo para levar e comer ao almoço ou lanche.

Espero que gostem da sugestão.
Mafalda

Comentários

  1. Confesso que “detesto” ver o teu blog, fico sempre com água na boca, eheheh
    Mas ainda vou experimentar esta receita, fácil e parece bem gostosa 👌🏼💋

    ResponderEliminar

Enviar um comentário

Mensagens populares deste blogue

Bodião no forno e a empreitada para deixar de comer peixe

O bodião é um peixe que se encontra facilmente na Madeira pois o seu habitat preferencial é  junto á costa em toda a orla rochosa, em locais com muitas algas e também dentro dos portos. A sua cor varia entre o vermelho e o castanho sendo que identifica se é fêmea ou macho, respetivamente.

A sua carne é muito branca e densa e é dos peixes que mais gosto. Tem um sabor muito próprio que me leva à minha herança gastronómica. Em qualquer restaurante de peixe há bodião. Normalmente é feito grelhado ou então em filetes fritos.

A minha opção de fazer no forno foi por ser mais rápido e também por gostar muito de peixe assado. E vá… porque queria testar esta receita :D
Pré-aquecer o forno a 200º.

Comecei por fazer o tempero do peixe:
Numa trituradora juntei:
-6 tomates secos
- 2 dentes de alho
- 1 pitada de sal
- uma mão cheia de mistura de especiarias
- duas mãos cheias de manjericão fresco
- azeite e vinagre
Tudo triturado até ficar uma pasta.

Coloquei os peixes num tabuleiro de ir ao forno …

A minha Mãe faz anos mas não gosta que se diga

Então não vou dizer!

A minha mãe, que toda gente sempre julgou ser minha irmã ou minha amiga, faz anos hoje. Tenho a sorte de ser filha de uma mãe jovem; com isso hei-de usufruir da sua companhia por muitos e muitos anos.

Entra hoje numa década que, não há muito tempo, dar-lhe-ia o ‘estatuto’ de velhinha, sentenciada ao facto de que a vida já tinha lhe dado o que tinha que dar. Nada mais errado: é uma mulher ativa, viajada, uma craque nas futeboladas com os netos e, acima de tudo, capaz de pôr tudo a mexer sem que dêmos conta.

Tem um jeito natural para as artes e é a pessoa mais arrumada e organizada que conheço.

Era a grande organizadora das minhas festas de aniversário. Todos os anos se esmerava em me dar e fazer coisas bonitas.

A minha mãe era a minha aliada na adolescência, pondo muitas vezes à sua responsabilidade as minhas saídas mais tardias.

Ficou feliz e preocupada nos meus partos e acredito que tenha sofrido horrores até alguém lhe dizer que estava tudo bem.

Já rimos, já ch…

Douradinhos de fazer inveja ao Capitão Iglo

Antes de 1993, ano que foi lançado o anúncio televisivo dos Douradinhos do Capitão Iglo, onde este oferecia o seu tesouro a uma tribo de índios, toda a gente comia peixe panado. A verdade é que a campanha pegou e o nome douradinhos também. De certa forma, foi a maneira de as crianças comerem peixe sem que fosse um drama.

Felizmente, as coisas mudaram e comer peixe deixou de ser um problema, ainda que quando ele aparece no prato os miúdos fiquem a olhar para mim com um ar desolado. Paciência que é bom e faz bem!

Eles gostam de douradinhos por isso decidi fazê-los à minha maneira.

Como já referi, os douradinhos são peixe panado. Ao fazê-los em casa, garantimos que não levam conservantes e sabemos exatamente quais os ingredientes que vamos ingerir.

Para 4 pessoas usei:
500 gr de filetes de pescada
2 ovos
100 gr de panko (pão ralado japonês)
50 gr de queijo parmesão
15 gr de coentros frescos

Como fiz:
Pré-aqueci o forno a 200º

Forrei um tabuleiro com uma folha de papel vegetal

Cortei o p…