Avançar para o conteúdo principal

O tamanho conta… muito!


Sim! Sim, conta. E não. Não mudou a rubrica desta página; continua a ser sobre comida.

Quem é que nunca pensou que tinha um polvo que daria para 10 pessoas e afinal, depois de cozinhado, com sorte, deu para duas?

Foi com base nesta realidade que me decidi a fazer polvo panado com coco e farelo de aveia numa cama de abacate e limão. E sabem? Para evitar de antemão as deceções, escolhi polvos pequeninos. Foi uma forma literal de minimizar a desilusão. E sabem? Ficou tão saboroso que eu própria fiquei surpreendida!
Então vamos lá saber como é que se prepara.

Cozi, durante meia hora e com a panela tapada, os polvinhos congelados com alho, louro, raspa de limão e um fundo de água. Não é preciso muita porque depois o polvo liberta a sua própria água.

Também não é preciso sal. Podem fazer a cozedura com um dia de antecedência ou mesmo de manhã se for para cozinhar à noite ou então tudo de seguida.
Depois parti os polvos em quartos, opção pessoal que pode ser alterada conforme a vossa preferência.

Entretanto, coloquei óleo de amendoim a aquecer numa frigideira funda. Enquanto aquecia, bati dois ovos (num prato) e coloquei o farelo de aveia misturado com o coco, sal e pimenta num outro prato.
A linha de montagem é a seguinte: envolver o polvo no ovo, depois envolver no farelo e de seguida colocar no óleo (que tem de estar quente). Esperar até que o polvo fique dourado e retirar para um prato com papel absorvente para retirar o excesso de gordura.

Enquanto o polvo arrefecia, esmaguei com um garfo dois abacates maduros, temperei com raspa e sumo de limão, sal e pimenta preta (tudo a gosto).

Para servir, podem colocar numa travessa o puré de abacate e por cima os bocadinhos de polvo. Salpiquem com flor de sal e tabasco, que (acho) vão lindamente nesta combinação.
Dica: podem substituir o polvo por lulas, o farelo por pão, o coco por malaguetas, enfim… Como sempre sintam-se à vontade para criar os vossos pratos preferidos.

E “já para a mesa” que hoje a minha mãe faz anos e gosta que estejam todos sentados.


Comentários

Mensagens populares deste blogue

Bodião no forno e a empreitada para deixar de comer peixe

O bodião é um peixe que se encontra facilmente na Madeira pois o seu habitat preferencial é  junto á costa em toda a orla rochosa, em locais com muitas algas e também dentro dos portos. A sua cor varia entre o vermelho e o castanho sendo que identifica se é fêmea ou macho, respetivamente. A sua carne é muito branca e densa e é dos peixes que mais gosto. Tem um sabor muito próprio que me leva à minha herança gastronómica. Em qualquer restaurante de peixe há bodião. Normalmente é feito grelhado ou então em filetes fritos. A minha opção de fazer no forno foi por ser mais rápido e também por gostar muito de peixe assado. E vá… porque queria testar esta receita :D Pré-aquecer o forno a 200º. Comecei por fazer o tempero do peixe: Numa trituradora juntei: -6 tomates secos - 2 dentes de alho - 1 pitada de sal - uma mão cheia de mistura de especiarias - duas mãos cheias de manjericão fresco - azeite e vinagre Tudo triturado até ficar uma pasta. Coloquei os peixes num...

Picado ou Picadinho

É só escolher qual o nome que querem dar a este petisco típico da minha terra – a bela e formosa ilha da Madeira. Curiosamente os pratos típicos da região, tirando a Espada e o Atum, são à base de carne. Não somos produtores mas é uma presença na nossa gastronomia. Exemplo disso é a Espetada a Carne de Vinho e Alhos, o Picado e os deliciosos grelhados (sobretudo de galinha, costeletas de porco e bifes). O Picado é ideal para um jantar em família ou entre amigos. Numa travessa pequena, média ou grande, colocada no meio da mesa serve de mote para por a conversa em dia enquanto se “pica” à vontade. Os mais gulosos muitas vezes têm de levar com um “já chega” que isto é para todos. Hehehehe A receita típica varia sendo que a mais consensual é colocar no molho sopa de rabo de boi. Eu não o faço por questões de gosto pessoal. Como faço o meu picado: - Carne de vaca da boa e tenra cortada aos cubos temperada com sal, alho e louro; - Numa frigideira bem quente com um fio de azeite e ...

Maçaroca: um ícone da ceia de São João!

Tal como a sardinha está para o Santo António, a maçaroca está para o São João. Aqui na Madeira come-se atum salpresado com feijão, pimpinelas (chuchu), batatas e, claro, a maçaroca. Tirando o atum, que é cozido à parte – e a maçaroca também devia ser (e depois vão perceber porquê) –, todos os outros ingredientes são cozinhados com casca e servidos assim mesmo. A ceia é comida na véspera do dia 24, logo, amanhã é dia de festejar o São João. Este ano será na casa dos meus pais! Mas quero-vos falar da maçaroca ou milho doce ou milho amarelo. Aqui na ilha é mais tradicional a maçaroca branca ou o milho branco, mas vou ser sincera, não gosto tanto: é mais seco e tem menos sabor (na minha opinião). Nesta altura do ano a maçaroca está no ponto e nem imaginam como é fácil cozinhá-la! Vamos por partes: Quando compramos a maçaroca é importante ver se os grãos estão amarelos e viçosos. Ao abrir um pouco as folhas consegue-se perceber se estão boas.  Não comprem se os grãos esti...